O desenvolvimento de Software da SpaceX pode trazer ideias importantes para o mercado de TI e Gestão de Serviços

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Photo by SpaceX on Pexels.com

Gosto muito de buscar referências em áreas que, em um primeiro momento, não parecem estar diretamente ligadas ao meu trabalho.

Nesse artigo de Charles R. Martin e Ben Popper, eles conversaram com o líder de desenvolvimento de software da SpaceX, Steven Gerding e tirei algumas ideias bacanas do que posso trazer para a TI, Segurança da Informação e até para a Gestão de Serviços:

Don’t push that button: Exploring the software that flies SpaceX rockets and Starships

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Satélite da SpaceX sobrevoando a Terra
  • Manter o código e o trabalho simples é uma das coisas que permite certo nível de segurança no software desenvolvido.
    • Em alguns casos até membros da tripulação NÃO ENGENHEIROS de software podem sobrescrever partes isoladas do software.
  • Isso nos leva a um segundo ponto que me chama a atenção. Os sub-sistemas são escritos de forma isolada com objetivo de que, em caso de falhas em um propulsor, por exemplo, a cápsula de sobrevivência permaneça operacional e possa voltar ao solo.> Imagine isso em sistemas sub-divididos com foco em exposição mínima ao risco e diminuição de possibilidades de horizontalização em ataques cibernéticos.
  • A contingência de peças e sistemas com possibilidades de “re-roteamento” dos caminhos e conexões é algo que muitas equipes negligenciam na entrega de serviços.
    • Quem tem contingência de hardware e software nos seus negócios?
    • Em uma escala de 0 a 10, qual é a dificuldade de se conseguir justificar investimentos para isso?
  • Desenvolvimento defensivo, monitoramento constante e a melhoria contínua dos erros encontrados que ficam salvos em sistemas isolados, já que o objetivo sempre é de reutilizar os foguetes na SpaceX.
    • Existe a comunicação entre foguete e solo com objetivo de menor probabilidade de erro apenas de informações críticas durante a operação. Os dados históricos para o futuro são armazenados separadamente e não transmitidos. Entretanto, são analisados e jamais esquecidos.

Quem aqui analisa log legado, planeja-se para crises e diminuição de impactos, cria estratégias de isolamento de incidentes e problemas? 🤔

Por Arthur Schaefer

Arthur Ramos Schaefer é MBA em Gerenciamento de Projetos e Tecnólogo em Redes de Computadores. Atua também como instrutor e professor de Redes de computadores e idiomas. Trabalha com Consultoria em Service Desk, produtividade e GLPI.

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