A TI tem o poder

Olá pessoal.

O post de hoje serve para refletirmos sobre o poder que uma equipe de TI possui dentro de uma empresa. O poder da decisão, o poder da informação, o poder das facilidades a soluções e ferramentas que outros na mesma empresa muitas vezes nem desconfiam que sequer existam.

Pois bem, se você que está lendo este post, acompanha meu blog e está se identificando com a situação, pense um pouco. Você usa esse seu “poder” para o bem ou para mal? Você tem acesso a ferramentas restritas, a históricos que jamais um usuário desconfia que você tenha acesso. Você acaba sabendo de segredos de todos os setores da empresa, muitas vezes até segredos particulares.


O que você faz com essas informações e possibilidades. Você tem sido um bom profissional? Ético, correto, sincero consigo e com os outros?

Um bom exemplo para isso é aquele momento em que algum gerente de área lhe solicita um relatório de quantidade de emails enviados e recebidos por uma pessoa com outra. Você certamente atenderá e inevitavelmente terás o acesso a essa informação. Cabe ao bom profissional repassar a mesma muitas vezes tendo que saber do que se tratam as conversas e mesmo assim permanecer em silêncio e sem tomar partido de nenhuma das partes. Você está ali para o negócio como o árbitro está para uma partida de futebol. Auxiliando para que tudo corra bem e imparcial sempre.

Devemos tomar cuidado com os poderes que temos sobre a empresa em que trabalhamos ou então como diz o velho ditado “O peixe morre pela boca”

Por isso hoje o hoje oposto serve mais como um alerta do que qualquer outra coisa.

“A equipe de TI tem o poder, basta usa-lo para o bem ou para o mal” José Fernando Weege

Implantação de um sistema de Help Desk — Parte 3 (A escolha do software)

Este post faz parte de uma série sobre a implantação de um software de Help Desk para a equipe de suporte técnico. Se você não leu o primeiro e nem o segundo é muito importante que o faça para um melhor entendimento. Neste terceiro post vou falar justamente da escolha desse software já que analisamos qual seria o ambiente ideal (Parte 1) e como justificar a implantação de um software desse gênero (Parte 2). Como utilizo o software GLPI para gestão do Help Desk vou comentar mais sobre tal software mas fiquem livres para comentarem e darem as suas opiniões.

 Dentre a infinidade de softwares de Help Desk disponíveis, tanto pagos quanto gratuitos, existem alguns que se diferenciam em funções e características que podem agradar ou não uns e outros.

 É importante, antes de decidir qual o software a ser utilizado, pontuar características e funções que agradariam tanto o setor de TI quanto usuários como interfaces, funções avançadas de gestão, modo de autenticação, inventário, notificações, atualizações, suporte técnico, viabilidade de recursos tangíveis ou não. Tudo isso pode impactar positiva ou negativamente na decisão sobre qual software utilizar.

 No ambiente que vou utilizar dispomos de um servidor bastante interessante em relação a recursos computacionais mas a empresa não gostaria de investir em um software do gênero visto que não é a sua atividade fim (Vide 1º post) e o setor de TI presa muito pelos seguintes pontos:

  • Software Livre

O software não pode trazer nenhum custo direto a corporação.

  • Autenticação integrada

Com autenticação integrada ao sistema de credenciais Active Directory já implementado no ambiente, facilita o uso para os usuários não tendo que decorar mais uma senha.

  • Envio de E-mails as áreas competentes

O software deve enviar e-mails ou notificações para os usuários envolvidos nos chamados.

  • Controle de Inventário

Possuir algum tipo de controle de inventário. Seja ele manual ou automático.

  • Governança de TI

É importante que o software trabalhe nos moldes de algumas das melhores práticas em TI. ITIL ou COBIT.

  • Suporte técnico

Contar com algum suporte técnico especializado ou fórum com informações relevantes para o bom uso e aprendizado do software.

  • Atualizações

Atualizações periódicas do software visto que em muitos casos podemos ter falhas de segurança ou erros nos procedimentos do software.

  • Interface amigável ao usuário final

Visto que quem utilizará o software serão os técnicos e principalmente os demais usuários, é importantíssimo que o mesmo não seja de difícil entendimento.

  • Base de conhecimento

Como citado no primeiro post sobre a Base de conhecimento, é importante que o software ofereça algum tipo de gerenciamento de informações para futuras consultas e rápidas soluções.

  • Relatórios

É importante que o software ofereça uma boa gama de opções de relatórios para análises e monitoramento dos atendimentos prestados pela equipe de suporte.

Implantação de um sistema de Help Desk — Parte 2 (Necessidade de um sistema de Help Desk)


Este post faz parte de uma série sobre a implantação de um software de Help Desk para a equipe de suporte técnico. Se você não leu o primeiro é importante que o faça para um melhor entendimento. Neste segundo post falarei a respeito das avaliações mais comuns nos setores de suporte técnico e que podem justificar a implantação de um software de Help Desk.

Já foi citado no post anterior que a grande maioria das pequenas, médias e grandes empresas começam com um pequeno setor de TI para atender as falhas e pequenas demandas acionadas mas que com o crescimento da corporação esse pequeno setor de TI (geralmente um profissional que entende um pouco de cada coisa e gosta de correr atrás das soluções para os pequenos incidentes do cotidiano) acaba se sobrecarregando com novos serviços a entregar e incidentes a atender.

 Essa situação de sobrecarga do profissional, antes eficiente e solícito, cria um certo descontrole sobre as situações diárias e passa a gerar excessivas desculpas que acabam caindo em descrédito “Sou apenas um para atender todos”. O Help Desk passa a ser o faz-tudo. Desde instalar um computador para um usuário até quem sabe trocar uma lâmpada. E é nesse momento que tudo começa a ficar mais complicado de gerir.

 As equipes de Help Desk começam a crescer, porém de maneira desorganizada e continuam trabalhando da antiga forma, onde todos da equipe fazem tudo. Esse crescimento desordenado e sem planejamento prévio não traz maturidade ao ambiente como um todo.

 “Os recursos são finitos. E as expectativas do usuário, infinitas”. (COHEN, 2012, p. 26).

 Necessidade do Sistema de Help Desk


Um dos principais motivos para seguir um modelo de adoção de um software de Help Desk é sem dúvida as solicitações descontroladas e sem padrões a serem seguidos. A seguir estão expostos alguns dos pontos mais críticos a se considerar uma implantação de outra forma de trabalho:

  • Informações descentralizadas

Pelos atendimentos serem abertos de diversas formas muitas informações acabam perdidas dentre os diversos meios de comunicação de uma empresa.

  • Esquecimentos de atendimentos pela equipe de TI

A equipe de TI é, na grande parte, formada por força humana. Ou seja, suscetíveis a erros. Os esquecimentos são constantes e acabam causando descrédito da equipe de TI nos demais setores.

  • Confusões nas atribuições dos atendimentos

Em incontáveis momentos os técnicos especializados em certas tecnologias são acionados de forma errônea transformando o setor de TI num completo caos e uma confusão para que os usuários entendam como tudo funciona no setor responsável por manter grande parte do negócio funcional.

  • Confusões nos “feedbacks

Dificilmente o usuário solicita informações do andamento das suas solicitações ao técnico correto. Nem todos os técnicos do setor de TI estão sabendo das solicitações de todos os usuários o que causa uma grande confusão nos feedbacks prestados aos mesmos.

  • Perda de tempo em chamados recorrentes e falta de controle nas tarefas executadas

Atendimentos semelhantes ou iguais acabam tomando muito tempo dos técnicos por não se ter um histórico de tarefas já executadas em diversas situações.

Um software de Help Desk pode trazer muitos benefícios para um setor de TI e o negócio como um todo. Observe todos os pontos importantes para a sua empresa e quais as dificuldades enfrentadas. Avalie se um software desse porte pode lhe trazer melhorias ou se apenas será mais uma ferramenta para alimentar.

GLPI — Criar, configurar e atribuir um SLA

Antes de fechar meu blog anterior eu vinha postando diversas informações a respeito do GLPI, configurações, instalações e demais dados do software facilitador dos setores de TI.

Neste post vim para falar um pouco sobre o SLA “Service-Level Agreement” ou “Acordo de Nível de Serviço”.

Através desse acordo, fornecedor e cliente estabelecem prazos, normas e demais pontos de entrega de um serviço de TI. 

Um serviço de TI com alta criticidade de disponibilidade e funcionalidade necessita de um SLA para que o cliente possa trabalhar e confiar que estará disponível e se não estiver dentro do SLA poderá ser indenizado pelo fornecedor que deve atender a necessidade do cliente em tempo hábil ou com capacidade necessária para o uso.

Esse acordo é que formaliza o serviço de TI em questão.

No GLPI é possível criar esses acordos e fazer com que sejam atribuídos a chamados alterando a sua data de vencimento para que sejam seguidos os prazos para atendimento.

No vídeo abaixo eu criei um SLA que funciona apenas nos fins de semana apenas para ilustrar a criação e configuração desses acordos.

Qualquer dúvida estou a disposição,