Como instalar o GLPI 10 no Debian 11

Eu fiz vídeos de como instalar a versão 9.1, da 9.3 do GLPI no Debian e até da 9.4.5. Todas são extremamente semelhantes.

A versão 10 não muda tanto assim. E trouxe o tutorial de como instalar o GLPI 10 no Debian 11 usando meus próprios posts como consulta.


O GLPI é uma ferramenta de gestão de parque, inventário e serviços do tipo software livre. A ferramenta trabalha no formato de aplicação Web. Portanto, os requisitos mínimos do GLPI 10 são:

  • Host ou VM com Linux (Debian, CentOS, Red Hat, Alma Linux, Rocky Linux)
    • Não recomendo, mas, sim. O GLPI funciona no Windows. É diferente, mas é igual.
  • Servidor WEB — Apache
  • Gerenciador de Banco de Dados – MySQL >= 5.7, MariaDB >= 10.2
  • Interpretador PHP >= 7.4

A partir daí outros complementos de PHP podem ser necessários a depender de quais funcionalidades forem usadas.

Extensões obrigatórias

  • curl: para autenticação CAS, verificação de versão do GLPI, Telemetria;
  • fileinfo: para buscar informações adicionais de arquivos;
  • gd: para gerar imagens;
  • json: para suporte ao format de arquivos JSON;
  • mbstring: para gerenciar caracteres multibyte (caracteres especiais de idiomas como o português, por exemplo;
  • mysqli: para conectar e realizar consultas no banco de dados;
  • session: para suporte a sessões de usuário;
  • zlib: para funções de backup e restauração do banco de dados;
  • simplexml;
  • xml;
  • intl.

Instalar extensões obrigatórias

# apt-get install apache2 php php-curl php-gd php-cli php-mbstring php-mysql php-xml -y # apt-get install mysql-server -y 

Extensões opcionais

  • cli: para usar PHP a partir da linha de comando (scripts, ações automáticas);
  • domxml: para autenticação CAS;
  • ldap: usar autenticação a diretórios LDAP x AD;
  • openssl: comunicações seguras;
  • xmlrpc: usado para XMLRPC API.
  • APCu: pode ser usado para cache; entre outros (mais informações sobre configuração de cache)
# apt-get install php-cli php-cas php-imap php-ldap php-xmlrpc php-soap php-snmp php-apcu -y

Início instalação GLPI

# cd /tmp
# wget https://github.com/glpi-project/glpi/releases/download/10.0.0-rc1/glpi-10.0.0-rc1.tgz
# tar -xvzf glpi-10.0.0-rc1.tgz
# cp -Rf glpi /var/www/html

Permissões para a pasta do GLPI

# chmod 775 /var/www/html/* -Rf
# chown www-data. /var/www/html/* -Rf

Criação do banco de dados do GLPI

# mysql -uroot -p
# mysql> create database glpi10;
# mysql> create user 'glpi10'@'localhost' identified by '123456';
# mysql> grant all on glpi10.* to glpi10 identified by '123456';
# mysql> quit;

Como configurar mais de um GLPI no mesmo servidor Configuração do Vhosts

Como aplicar patches de correção da Teclib’ no GLPI

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Não consigo criar usuários no GLPI 10 Beta – Como aplicar patches de correção no GLPI

O que é um patch?


Um patch é um grupo de mudanças (+/-) desenhadas para atualizar, corrigir, melhorar ou remover linhas no código fonte do GLPI.

Aqui está um exemplo do myPatch.patch

1 diff --git a/install/mysql/glpi-empty.sql b/install/mysql/glpi-empty.sql
2 index fc48b7c..1019375 100644
3 --- a/install/mysql/glpi-empty.sql
4 +++ b/install/mysql/glpi-empty.sql
5 @@ -3288,6 +3288,7 @@ CREATE TABLE `glpi_infocoms` (
6 `comment` text COLLATE utf8_unicode_ci,
7 `bill` varchar(255) COLLATE utf8_unicode_ci DEFAULT NULL,
8 `budgets_id` int(11) NOT NULL DEFAULT '0',
9 + `invoice_locations_id` int(11) NOT NULL DEFAULT '0',
10 - `alert` int(11) NOT NULL DEFAULT '0',
11 `order_date` date DEFAULT NULL,
12 `delivery_date` date DEFAULT NULL,

O + informa que foi adicionado código

O – informa que houve remoção de código

Você tem um arquivo de patch


O suporte entrega um arquivo, a extensão pode ser patch ou diff

Exemplo: myPatch.patch

Vá para a seção de Aplicar patch

Você tem um número de commit


O suporte entrega um número de commit. exemplo: 09c18704f0bd74788d4dbb41f8b40ae21e682108

Primeiro, você precisa juntar as mudanças do commit:

Vá até https://github.com/glpi-project/glpi/commit/ + Número do Commit

https://github.com/glpi-project/glpi/commit/09c18704f0bd74788d4dbb41f8b40ae21e682108

Pull completo e discussão – fix pending reasons by orthagh · Pull Request #10151 · glpi-project/glpi (github.com)

Então, transforme o commit em patch adicionando .patch ao final da url

Assim:

https://github.com/glpi-project/glpi/commit/09c18704f0bd74788d4dbb41f8b40ae21e682108.patch

Copie e Cole em um arquivo de texto e nomeie ele para nome.patch (por exemplo)

Finalmente, vá até a seção Aplicar patch

Você tem um número de Pull (Pull Request)


O suporte entrega um número de commit. exemplo: 9497

Primeiro, você precisa juntar as mudanças do pull:

Vá até https://github.com/glpi-project/glpi/pull + Número do pull

https://github.com/glpi-project/glpi/pull/10151

Então, transforme o pull em patch adicionando .patch ao final da url

Fazendo assim

https://github.com/glpi-project/glpi/pull/10151.patch 

Copie e Cole em um arquivo de texto e nomeie ele para nome.patch (por exemplo)

Finalmente, vá até a seção Aplicar patch

Aplicar patch


Aplicando patch ao GLPI

Aplicando patch ao GLPI

Mova o arquivo criado anteriormente (.patch) para a pasta raíz do GLPI

Vá até a pasta raiz do GLPI

cd /var/www/html/glpi – #adapte ao caminho necessário

Aplicando patch a um plugin

Mova o arquivo criado anteriormente (.patch) para a pasta raiz do plugin.

Vá até a pasta raiz do GLPI

cd /var/www/html/glpi/plugins/xxxx/ - #adapte ao caminho necessário

Verificar se o recurso patch está instalado

Para saber se o aplicativo de patch está instalado, busque pela versão do patch instalado

patch -v

GNU patch 2.7.5
Copyright (C) 2003, 2009-2012 Free Software Foundation, Inc.
Copyright (C) 1988 Larry Wall

License GPLv3+: GNU GPL version 3 or later .
This is free software: you are free to change and redistribute it.
There is NO WARRANTY, to the extent permitted by law.

Written by Larry Wall and Paul Eggert

Se não estiver instalado você verá isso

command not found: patch

Instale com esse comando

apt-get install patch #Ubuntu / Debian
yum install patch #Cent OS / RHEL

Teste o patch antes de aplicá-lo

Antes de aplicar o patch, você deve testar com este comando e o parâmetro –dry-run

patch = comando
p1 = parâmetro que define a aplicação em qualquer arquivo referenciado no patch
–dry-run = não executará. Apenas testará (Ensaio)
myPatch.patch = nome do arquivo de patch que deseja executar

patch -p1 –dry-run < myPatch.patch

Teste foi um sucesso ✅

Em caso de sucesso você deve ver algo semelhante a isso

patching file inc/config.class.php

ou isso

patching file inc/config.class.php
Hunk #1 succeeded at 891 with fuzz 1 (offset 23 lines).
Hunk #2 succeeded at 1301 with fuzz 2 (offset 41 lines).


Agora você pode aplicar o patch:

patch -p1 < myPatch.patch

Parabéns, o patch foi aplicado e agora você consegue criar usuários na versão Beta do GLPI 10.

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Migrando as tabelas de ID de chamados para Unsigned no GLPI – Behaviors

Uma ação em relação ao problema das IDs Integers do GLPI, que são chaves primárias e estrangeiras no banco de dados, foi tomada.

Após alguns debates por parte da equipe de desenvolvimento da Teclib’, foi definida uma alteração, que por ora, é opcional e não será executada automaticamente nem nas atualizações. Ou seja, é executada da mesma maneira que a migração do banco de dados para InnoDB: Através de um script na console do GLPI.

Devo alertar para 5 fatos importantes a serem considerados antes de executar qualquer comando que altere parâmetros dos bancos de dados:

  1. Sempre comece em uma base de homologação. Nunca em produção;
  2. Backup antes de tudo;
  3. Os plugins utilizados na sua base podem exigir execuções e correções manuais de alterações de IDs, updates em tabelas ou até recriação de constraints.
  4. Você tem acesso a todos os códigos e DEVE revisá-los para se certificar de que não impactarão negativamente no seu ambiente. Não terceirize suas decisões.
  5. Participe da discussão da solução lá no github caso o problema não seja resolvido na sua base.

O problema começou com 2022 pelo fato de um campo integer, utilizado nos IDs de chamados, aceitar caracteres limitados a 2.147.483.647, o que em Janeiro é facilmente ultrapassado por já iniciar em 202201010001 quando utilizado o formato ymd0001 do Behaviors.

Algumas correções de contorno foram sugeridas aqui, e a Teclib’ criou uma solução definitiva para que, quem quiser manter o formato de chamados, possa executar e continuar os IDs de chamados usando o padrão de protocolos com data na ID.

O script é executado da mesma maneira que o InnoDB – através da console do GLPI em pastadoglpi/bin usando o comando php console glpi:migration:unsigned_keys.

Dessa forma o script busca as tabelas que contêm chaves estrangeiras e primárias com formato integer e realiza a alteração para unsigned.

Na prática o script aumenta as possibilidades de IDs ao não mais reservar espaços de bits para números negativos que ocupam bits importantes no banco de dados.


Referência técnica:

Signed integers – YouTube
Unsigned integers – YouTube


Trouxe no vídeo uma maneira de aplicar o pull lá do github através do aplicativo ‘patch’ e como executar o comando de alteração, mais o update em uma das tabelas que traz um valor negativo e, por conta disso, o ‘script’ não consegue alterar o formato da tabela

Comandos utilizados no vídeo

apt-get install patch #instala o aplicativo patch
patch -p1 --dry-run < nomedopatch.patch #testa a integridade do patch 
patch -p1 < nomedopatch.patch #aplica o patch
php console glpi:migration:unsigned_keys #executa a migração das tabelas para unsigned
UPDATE glpi_events SET items_id = '0' WHERE items_id = '-1' AND type = 'system'; #atualiza os campos -1 na tabela glpi_events com tipo system para 0

Referências da solução proposta:

Add migration to use usigned int for primary/foreign keys; see #10262 by cedric-anne · Pull Request #10263 · glpi-project/glpi (github.com)

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glass panels exterior of the microsoft building

Windows Server: Atualização para os problemas de lentidão de Área de Trabalho Remota (TS, RDP)

A Microsoft publicou uma nova atualização para Windows Server com fim de corrigir problemas de desempenho de conexão via Área de Trabalho Remota.

Para quem utiliza Windows Server e está sofrente com problemas nas conexões de Área de Trabalho Remota (RDP – TS – Terminal Services) esta atualização pode ser interessante. A atualização promete resolver os sguintes problemas: tela preta, conexão ou abertura de sessão muito lenta, lentidões no sistema de forma geral. Em alguns casos, a Área de Trabalho Remota fica totalmente inacessível, como se o servidor se recusasse a responder e que os serviços estivessem congelados.

É logo após à instalação KB5008218 que a Área de Trabalho Remota começa a apresentar falhas como os sintomas citados acima.

Microsoft, Ms, Logotipo, O Negócio, Janelas
Logotipo da Microsoft

Segundo o site da Microsoft, essa correção se aplica às seguintes versões: Windows Server 2022, Windows Server 2019, Windows Server 2016 et Windows Server 2012 R2.

É importante citar que essa atualização não é distribuída via Windows Update, portanto ela não será instalada automaticamente nos servidores. Está disponível para download via catálogo da Microsoft e em seguida é possível importá-la ao seu serviço de atualizações de parque de máquinas, como WSUS, por exemplo.

Dependendo da sua versão de Windows Server, o KB a ser instalado não será o mesmo.

Veja mais nas fontes abaixo:

Windows message center 04/01/2021 | Microsoft Docs

Windows Server might experience a black screen, slow sign in, or general slowness January 2021 | Microsoft Docs

GLPI não abre mais chamado em 2022

Esse 2022 já veio que veio.

Para quem usa o Behaviors com o formato yymmaa0000 está sofrendo com uma limitação do Tipo campo no mysql do GLPI que é INT 32 bits e ao ultrapassar a ID 2.147.483.647 o banco não aceita novos incrementos na tabela.

Se você NÃO USA ESSE FORMATO de chamados no seu GLPI, esse artigo não se aplica a você!

Algumas soluções de contorno estão abaixo na ordem de mais para menos recomendado.

  1. Desativar o uso do Formato do número do chamado ymd0001 e Reiniciar o auto incremento para pegar o ID anterior e apenas incrementar para o próximo número
  2. Desativar o uso do Formato do número do chamado ymd0001 e Criar um novo incremento manualmente todos os anos ou meses
  3. Alterar as tabelas de ID para o formato BIGINT. Não recomendo neste momento por poucos testes realizados e por uma pequena parcela da comunidade ter colocado em produção.

Lembre-se de realizar ‘backups’ e testar em bases de homologação sempre que for mexer em bancos de dados ou arquivos do GLPI

Solução 1 — Reiniciar o autoincrement

ALTER TABLE glpi_tickets AUTO_INCREMENT = 1;

Se seu 2021 terminou com o chamado 2112310523, o próximo será 2112310524 e assim por diante.

Prós

  • Você volta a abrir chamados instantaneamente
  • Se for alterado agum parâmetro que permita reutilizar o formato de ID, você pode voltar, pois, não serão usados IDs que se tornarão datas futuras (Não existem 37 dias em meses de dezembro.

Contra

  • Você perde a referência de ano, mês e dias do ID do chamado
  • Você terá “apenas” pouco mais de 35 milhões de IDs disponíveis para novos chamados.

Solução 2 — Criar um padrão regularmente

ALTER TABLE glpi_tickets AUTO_INCREMENT=2122010001;

Você precisa alterar todos os meses ou anos e vai perdendo os IDs entre esses avanços.

O campo anterior para Ano, se manterá 21 para sempre. O campo posterior é que será o ano e ignora-se os dois primeiros campos.

xx22010001
xx22020001

Exemplos:

Em Janeiro ALTER TABLE glpi_tickets AUTO_INCREMENT=2122010001;
Em Fevereiro ALTER TABLE glpi_tickets AUTO_INCREMENT=2122020001;
Em Março ALTER TABLE glpi_tickets AUTO_INCREMENT=2122030001;

Ou apenas alterar anualmente.

Prós

  • Você volta a abrir chamados instantaneamente
  • Você permanece com a referência de Ano e/ou Mês. A depender da maneira escolhida de incrementar o ID.

Contra

  • Você vai perdendo alguns milhares de ID a cada incremento futuro
  • Não tem volta. Você vai usando IDs de datas posteriores e não tem como voltar.

Solução 3 – Alterar o tipo de campo direto no MySQL

Para esse deixarei a discussão do github do plugin.

Invalide ticket format number · Issue #4 · yllen/behaviors (github.com)

Não tem como voltar o campo depois. Faça por sua conta e risco.

Se, em algum momento sair uma solução para a limitação de IDs em 2.147.483.647, podemos voltar a usar o behaviors com o parâmetro de ymd0001.

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grass nasa people rocket

O desenvolvimento de Software da SpaceX pode trazer ideias importantes para o mercado de TI e Gestão de Serviços

Gosto muito de buscar referências em áreas que, em um primeiro momento, não parecem estar diretamente ligadas ao meu trabalho.

Nesse artigo de Charles R. Martin e Ben Popper, eles conversaram com o líder de desenvolvimento de software da SpaceX, Steven Gerding e tirei algumas ideias bacanas do que posso trazer para a TI, Segurança da Informação e até para a Gestão de Serviços:

Don’t push that button: Exploring the software that flies SpaceX rockets and Starships

Free stock photo of aerial view, earth, flying
Satélite da SpaceX sobrevoando a Terra
  • Manter o código e o trabalho simples é uma das coisas que permite certo nível de segurança no software desenvolvido.
    • Em alguns casos até membros da tripulação NÃO ENGENHEIROS de software podem sobrescrever partes isoladas do software.
  • Isso nos leva a um segundo ponto que me chama a atenção. Os sub-sistemas são escritos de forma isolada com objetivo de que, em caso de falhas em um propulsor, por exemplo, a cápsula de sobrevivência permaneça operacional e possa voltar ao solo.> Imagine isso em sistemas sub-divididos com foco em exposição mínima ao risco e diminuição de possibilidades de horizontalização em ataques cibernéticos.
  • A contingência de peças e sistemas com possibilidades de “re-roteamento” dos caminhos e conexões é algo que muitas equipes negligenciam na entrega de serviços.
    • Quem tem contingência de hardware e software nos seus negócios?
    • Em uma escala de 0 a 10, qual é a dificuldade de se conseguir justificar investimentos para isso?
  • Desenvolvimento defensivo, monitoramento constante e a melhoria contínua dos erros encontrados que ficam salvos em sistemas isolados, já que o objetivo sempre é de reutilizar os foguetes na SpaceX.
    • Existe a comunicação entre foguete e solo com objetivo de menor probabilidade de erro apenas de informações críticas durante a operação. Os dados históricos para o futuro são armazenados separadamente e não transmitidos. Entretanto, são analisados e jamais esquecidos.

Quem aqui analisa log legado, planeja-se para crises e diminuição de impactos, cria estratégias de isolamento de incidentes e problemas? 🤔

Como Ativar a API para integrar sistemas com o GLPI

A API de um sistema é o que permite escalabilidade, integração e continuidade das ferramentas usadas em qualquer empresa.

O GLPI é aquele software open-source que não tem como premissa bloquear ou congelar expansões nas empresas, a ponto de dificultar integrações entre sistemas.

Na versão 9.1 o uso do plugin webservices deixou de ser um requisito para integrar sistemas. Era engessado, trazia dificuldades de administração e nem sempre funcionava como queríamos. Pensando em aprimorar essas integrações a Teclib’ adicionou uma API ao sistema.

Da versão 9.1 até a 9.5, que estamos agora (Dezembro de 2021), diversos aprimoramentos foram sendo inseridos. E hoje é possível realizar uma infinidade de integrações que fazem alterações, consultas, cadastros, atualizações diretamente no GLPI sem ser preciso milhares de triggers em bancos de dados, selects acessando o banco de dados de modo inseguro, VPNs infinitas e nem acesso aos arquivos do sistema do GLPI.

Com a API muita coisa foi simplificada.

O processo de consumo e consulta à documentação das APIs depende, primariamente da ativação e adequada configuração do módulo dentro do GLPI.


  • Certifique-se de que a URL da aplicação está correta. É a partir dessa configuração que o seu GLPI fará todas as ligações de URL do sistema.
    • Em Configurar > Geral > URL da Aplicação
Configurar URL da Aplicação no GLPI
  • Habilite a API e ceritfique-se de que a URL da API está correta e ative a API Rest
    • Em Configurar > Geral > API
Ativar API do GLPI
  • Escolha quais serão os métodos de Autenticação que serão permitidos
    • Em Configurar > Geral > API > Autenticação
      • Habilitar login com credenciais – Permite que se acesse a API e seja obtido um token de sessão com credenciais de usuário
      • Habilitar que se faça login com token externo – Permitie que se acesse a API e seja obtido um token de sessão com o token externo de usuário. Será necessário gerar o token na aba de Configurações do Usuário

Adicionar Cliente de API

O cliente de API é mais uma camada de Segurança que permite a granularização e auditoria dos acessos.

É recomendado que:

  • Cada aplicação que acesse a API do sistema use um cliente de API diferente
  • Cada serviço deve ter um usuário no sistema
    • Indiferente de você usar o login com credenciais ou com token externo, o ideal é que cada serviço tenha seu acesso para:
      • Facilitar a alteração de token
      • Desativação de serviço
      • Auditoria de acessos à API
      • Organização e continuidade do negócio
    • Até acessos de cada funcionário ou fornecedor que usa um aplicativo móvel, pode ser adicionado um cliente de API distinto

Cada cliente de API é composto de:

  • Nome
    • Identifique de maneira fácil a que cada cliente se refere.
    • Padronize a forma de nomear as aplicações.
  • Comentário
    • É onde você pode elaborar uma descrição mais completa do que se refere essa aplicação.
    • Facilita a continuidade do negócio em momentos os quais alguém que não participou da criação inicial desse cliente possa entender do que se trata.
  • Ativar ou não
  • Registro de Log
    • Histórico, salva o registro apenas na aba Histórico da API – Ver nível de Logs em Configurar > Geral > Sistema
    • Log, salva na pasta de logs do GLPI
  • Filtro de Acesso
    • Intervalo de endereço IPv4
      • Defina um intervalo mais próximo possível do que você precisa.
      • Use o princípio do menor acesso necessário. Se você não precisa liberar para todos os IPs do mundo, você simplesmente não o faz. Nem por preguiça de entender o escopo.
      • Exemplos
        • 0.0.0.0 – 0.0.0.0 libera para todos os endereços de IP que tentarem acessar o sistema
        • 127.0.0.1 – 127.0.0.1 libera apenas ao próprio GLPI
        • 192.168.0.1 – 192.168.0.50 libera o acesso apenas aos endereços IP da rede local com IP 1 ao 50.
    • Endereço IPv6
      • Quando a sua aplicação usa IPv6
    • Token de aplicação (app_token)
      • Pode ser resetado sempre que a aplicação for comprometida ou por necessidade de alteração da “senha” da aplicação.
Adicionar Cliente de API

Depois de configurado, você vai usar a URL da API, app_token e ou user_token para configurar o acesso à API do seu GLPI.

No vídeo eu faço os testes e demonstro o uso.

Você pode também testar o uso com o nosso Script de Backup que abre chamados no seu GLPI

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Foto de um robô em ângulo alto

Quando o futuro resolve chegar a galope

Costumeiramente era simples falar em futuro como um período após a nossa aposentadoria ou morte. Era como viver o trabalho e vida tentando prever o que o futuro nos reserva sem, de fato, perceber ou sequer lidar com essas mudanças. Era simples dizer que tudo migraria para o digital, que home-office era o futuro, que pessoas trabalhariam de qualquer lugar e em horários flexíveis sem passar por toda essa mudança.

No Brasil sempre estivemos acostumados, também, a recebermos o futuro de 2 a 3 anos depois de outros países que tendiam a ditar o ritmo das inovações. Sempre tivemos tempo para nos preparar — Não quer dizer que o fazíamos.

Já em 2021, graças às redes, telecomunicações e a uma cultura de estarmos muito mais conectados — que a pandemia acelerou — essa sensação de estarmos ilhados ou longe “desse futuro” se dissipou.

Outro dia, mesmo, um ex-aluno que trabalha na indústria calçadista aqui do interior do Rio Grande do Sul me comentou que estão testando o Oculus para uso no trabalho híbrido / remoto de seus funcionários.

Mulher usando óculos de realidade aumentada
Mulher usando óculos de realidade aumentada

Um colega do setor de moda está desenvolvendo junto a designers, maneiras de adentrar nesse mundo do Metaverso através da melhoria na experiência de compra do consumidor.

O futuro é hoje. Não vai ficar lá longe. E o novo futuro? Pode ser daqui a 20 minutos.

Meet the new GLPI 10 Beta Release

This is the most powerful and beautiful GLPI version which I’ve already had access to!

To celebrate this important date, December 15th, 2021, I want to present my English speaker followers who ask me to make more videos and explore the new tool with you!

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Conheça o novo GLPI 10 BETA – Dezembro 2021

Essa é a versão mais poderosa e bonita do GLPI a que eu já tive acesso!

E para brindar uma data importante, que é esse dia 15 de Dezembro de 2021, eu quero trazer-vos um pouquinho do que já explorei dessa maravilha!

Não tem textão. As imagens mostram mais do que palavras.

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